O phishing continua a ser a porta de entrada preferida dos atacantes, por uma razão simples: é mais fácil enganar uma pessoa do que quebrar um sistema bem protegido. Uma mensagem convincente, num dia de muito trabalho, basta para que alguém clique, abra um anexo ou introduza as credenciais numa página falsa. A boa notícia é que, com três verificações rápidas, a maior parte destas mensagens denuncia-se a si própria.
Remetente e endereço
Comece pelo endereço de quem envia, e não apenas pelo nome apresentado. Um nome conhecido pode esconder um endereço totalmente diferente. Em muitos programas de email basta passar o cursor, ou tocar, no nome do remetente para ver o endereço verdadeiro.
Desconfie de pequenas variações, como letras trocadas, números no lugar de letras ou domínios parecidos com o original, por exemplo um «rn» a fazer-se passar por «m». Desconfie também de mensagens que dizem vir de um colega ou do banco, mas chegam de um endereço pessoal ou de um serviço gratuito.
Outro sinal é o contexto: um pedido que não faz sentido naquele momento, de alguém que normalmente não lhe escreve, merece uma pergunta antes de qualquer ação. Basta ligar para um número que já conhece, e não para o que consta no email.
Urgência e pedidos invulgares
Quase todos os emails fraudulentos tentam criar pressão: «a sua conta será bloqueada em 24 horas», «fatura em atraso», «mercadoria retida na alfândega». A urgência serve para o impedir de pensar. Quando uma mensagem exige uma ação imediata, o melhor é abrandar.
Seja especialmente cuidadoso com pedidos fora do normal: alteração de IBAN de um fornecedor, compra urgente de cartões-oferta, envio de documentos de identificação ou palavras-passe. Nenhum serviço legítimo pede a sua palavra-passe por email.
Mesmo que o pedido pareça vir da gerência, confirme por outro canal. Os ataques que se fazem passar por administradores ou por fornecedores habituais são dos mais lucrativos para os criminosos, precisamente porque o destinatário tem vontade de ajudar rapidamente.
Links e anexos
Antes de clicar num link, passe o cursor por cima e leia o endereço que aparece. Se o texto diz «o seu banco» mas o endereço aponta para outro lado, não clique. No telemóvel, mantenha o dedo pressionado sobre o link para o pré-visualizar.
Os anexos pedem o mesmo cuidado. Ficheiros compactados, documentos que pedem para «ativar macros» e faturas que ninguém esperava são suspeitos. Se tem dúvidas, não abra: contacte o remetente por outra via ou envie a mensagem à equipa de TI para análise.
Se clicou ou introduziu dados e só depois percebeu, avise logo. Altere a palavra-passe, informe a equipa responsável pela informática e confirme se existem cópias de segurança (backup) recentes dos seus ficheiros. Reagir em minutos reduz bastante os danos, e ninguém deve ter receio de reportar.